quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Maricota,a vaca vaidosa



Dona Vaca Maricota anda muito da aflita.




Botou um laço de fita, uma blusa de cocota.


Olha a Vaca Maricota como ficou esquisita: faz de tudo, se enfeita, pra ficar muito bonita!
Botou saia de cetim bordada de margarida, pintou a boca enorme com tinta cor de carmim.
- Sou a vaca Maricota, quero que olhem pra mim!
Calçou seu sapato de verniz, a meia era muito fina, com malha esburacada.
Maricota foi pra feira, toda assim, tão perfumada, com perfume encharcada de flores de violetas, atrás da vaca voavam mais de doze borboletas! Aí, a vaca chegou na feira, numa barraca, comprou um colar "de ouro", imitação bem barata . . . e ficou ali na feira esperando um gordo touro, seu amor, seu namorado, seu xodó, lindo tesouro!
                 
O touro veio se chegando e olhou pra Maricota, levou susto, deu chifrada, avançou na namorada.

Voou laço, voou fita, sapato, cordão de ouro . . .aí . . .sobrou Maricota, e o touro a reconheceu:
- Maricota, minha vida!



O gatinho trapalhão






iau, Miau, vou passear no quintal,
disse Boris, o gatinho.
        Andou, correu, subiu, desceu e "tibum", tropeçou.
             Caiu na lata de óleo
e saiu melado igual a pinto pelado.
    au, au, fez o cachorro. Não conheço você, não.

    




uá, quá, disse o pato. Boris você não é, não.

          urrupaco, papaco, papaco. 
Sai senão te empaco, disse o papagaio.

                oris ficou muito triste.Seus amigos não o conheciam mais e ninguém
queria brincar com ele.

          
Aí mamãe gata chegou.
- Boris, meu filho, por que você está tão triste?
ocê me conhece, mamãe?,
perguntou Boris.
                 - Claro, meu filho! Mesmo vermelho de tomate, verde igual a abacate, amarelo como marmelo, eu conheço sempre você, Boris querido.



       


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A bola parada


      

Lá está ela. Sempre no mesmo lugar.
As crianças da casa já não a abraçam mais.

Uma bola velha, revestida de couro, carregando tantas marcas em sua roupa: um chute daqui, outro dali, um abraço apertado ou um puxão.
Estes sinais às vezes parecem medalhas. Homenagens rendidas a tanta alegria que proporcionou.
Quantas histórias a bola furada tem para contar.

Como foram bonitos e cheios de emoção aqueles dias em que esteve em plena forma e foi companheira de muitas partidas, grandes comemorações.

Hoje, lá no fundo do baú de brinquedos, ela relembra daqueles momentos de vedete.Entre abraços secos e quentinhos, alguns a umideceram com lágrimas. De emoção ou tristeza não importava muito. Bom mesmo era saber que as emoções eram divididas com ela.
Que saudades...

Tão enrugadinha,já nem tem mais forma.
Parece a propósito que  já não rola mais sozinha. Para sair do lugar precisa do toque daquelas mãos que um dia quiseram segurá-la.
Vive apenas das lembranças de quando era redondinha.
Espera ansiosa que aquele coração que ela encheu de alegria, resolva transportá-la a um lugar de destaque na estante da sala.
Como se fosse um troféu!

Uma bola furada tem sempre tantos merecimentos.
Dentro dela existem segredos. Faíscas de luz que iluminaram tantos dias...